
Luís Onofre tem uma visão para o calçado europeu. E está na capa da B118
Quase como joias para os pés. É assim que Luís Onofre olha para o calçado made in Europa. Criador da marca a que deu o seu nome, assumiu, agora, uma missão maior: a de presidente da Confederação Europeia da Indústria do Calçado. É sobre ela que fala na entrevista que faz a capa da edição de junho da Briefing.
E, numa conversa entre sapatos e sobre sapatos, no Porto, defende que é preciso afirmar a origem europeia do calçado, marcando-a na sola das criações. Uma forma de a indústria europeia se afirmar num momento que diz ser de tempestade, com as ondas a virem das barreiras alfandegárias, da falta de mão de obra e do digital.
Há mais ondas nesta edição. As que navegam as marcas que encontraram no surf um território de ativação privilegiado. Marcas como a Allianz, a Buondi, a EDP, o MEO, a SEAT e a Star Inn, que partilham as suas estratégias e o que torna este desporto tão apetecível. E, sem patrocínios, provavelmente a carreira de surfistas como Garrett McNamara, Camilla Kemp e Frederico Morais enfrentaria outros obstáculos que não apenas os que vencem em cima da prancha.
A propósito de obstáculos, o diretor de Marketing da Eleven Sports, Nuno Miranda, fala do que tem sido conquistar um lugar nas audiências e nos direitos televisivos, um processo que começou por conquistar um lugar nos operadores por cabo. Agora que já fez o pleno, o desafio do canal é outro: a diferenciação, recorrendo, por exemplo, a ferramentas digitais que já deram provas no entretenimento.
E digital é, precisamente, a ferramenta que a Siemens encontrou para dar a volta à comunicação interna convencional e envolver os colaboradores: chama-se Amplify e a sua razão de ser é explicada pela diretora de Comunicação, Salomé Faria.
Inspirar e motivar são dois conceitos que dizem também muito a Nuno Tenazinha, o fundador da KOBU: afinal, é neles que radica o nome que deu à sua agência, de origem japonesa. Biólogo de formação, enveredou em 2014 pelo universo do design e apresenta o seu projeto – onde são todos millennials e vegan.
Portuguesa é igualmente a JUST.O, marca de design de moda focada numa peça icónica do vestuário, masculino e feminino: os jeans. O responsável criativo, Pedro Tavares, troca por miúdos o posicionamento e a ambição deste denim com preocupações ambientais.
A mudar está o posicionamento da Havana, marca de rum que quer assumir as suas origens com a assinatura “Cuba Made Me” e aproximar-se de um público mais jovem. O brand manager, Ricardo André, explica porquê.
E o Japão regressa às páginas desta edição quando se revela o Lado B de Vasco Vicente, diretor criativo na Wieden + Kennedy. É que o português radicado em Amesterdão tem na animação japonesa o seu hobby de eleição, que, diz, raia a obsessão.
Bem diferentes são os hobbies de Sofia Vinagre, a diretora de Marketing da JLL Portugal, que deixa a sua Impressão Digital neste número.
Como habitualmente, há opinião – a da senior partner da SDO Consulting, Paula Oliveira, que escreve sobre as relações laborais na era da disrupção tecnológica.
E há sugestões para ficar Out of Office.